sexta-feira, 28 de maio de 2010

PERDOANDO DEUS


Eu ia andando pela Avenida Copacabana e olhava distraída edifícios, nesga de mar, pessoas, sem pensar em nada. Ainda não percebera que na verdade não estava distraída, estava era de uma atenção sem esforço, estava sendo uma coisa muito rara: livre. Via tudo, e à toa. Pouco a pouco é que fui percebendo que estava percebendo as coisas.

Minha liberdade então se intensificou um pouco mais, sem deixar de ser liberdade. Não era tour de propriétaire, nada daquilo era meu, nem eu queria. Mas parece-me que me sentia safisfeita com o que via. Tive então um sentimento de que nunca ouvi falar.

Por puro carinho, eu me senti a mãe de Deus, que era a Terra, o mundo. Por puro carinho, mesmo, sem nenhuma prepotência ou glória, sem o menor senso de superioridade ou igualdade, eu era por carinho a mãe do que existe. Soube também que se tudo isso “fosse mesmo” o que eu sentia – e não possivelmente um equívoco de sentimento – que Deus sem nenhum orgulho e nenhuma pequenez se deixaria acarinhar, e sem nenhum compromisso comigo. Ser-Lhe-ia aceitável a intimidade com que eu favia carinho.

O sentimento era novo para mim, mas muito certo, e não ocorrera antes apenas porque não tinha podido ser. Sei que se ama ao que é de Deus. Com amor grave, amor solene, respeito, medo e reverência. Mas nunca tinham me falado de carinho maternal por Ele. E assim como meu carinho por um filho não o reduz, até o alarga, assim ser mãe do mundo era o meu amor apenas livre.

E foi quando quase pisei num enorme rato morto. Em menos de um segundo, estava eu eriçada pelo terror de viver, em menos de um segundo estilhaçava-me toda em pânico e controlava como podia o meu mais profundo grito. Quase correndo de medo, cega entre as pessoas, terminei no outro quarteirão encostada a um poste, cerrando violentamente os olhos, que não queriam mais ver. Mas a imagem colava-se às pálpebras: um grande rato ruivo, de cauda enorme, com os pés esmagados, e morto, quieto, ruivo. O meu medo desmesurado de ratos.

Toda trêmula, consegui continuar a viver. Toda perplexa continuei a andar, com a boca infantilizada pela surpresa. Tentei cortar a conexão entre os dois fatos: o que eu sentira minutos antes e o rato. Mas era inútil. Pelo menos a contigüidade ligava-os. Os dois fatos tinham ideologicamente um nexo. Espantava-me que um rato tivesse sido o meu contraponto.

E a revolta de súbito me tomou: então não podia eu me entregar desprevenida ao amor? De que estava Deus querendo me lembrar? Não sou pessoa que precise ser lembrada de que dentro de tudo há sangue. Não só não esqueço o sangue de dentro como eu o admito e o quero, sou demais o sangue para esquecer o sangue, e para mim a palavra espiritual não tem sentido, e nem a palavra terrena tem sentido. Não era preciso ter jogado na minha cara tão nua um rato. Não naquele instante. Bem podia ter sido levado em conta o pavor que desde pequena me alucina e persegue, os ratos já riram de mim, no passado do mundo os ratos já me devoraram com pressa e raiva.

Então era assim?, eu andando pelo mundo sem pedir nada, sem precisar de nada, amando de puro amor inocente, e Deus a me mostrar o seu rato? A grosseria de Deus me feria e insultava-me. Deus era bruto. Andando com o coração fechado, minha decepção era tão inconsolável como só em criança fui decepcionada. Continuei andando, procurava esquecer. Mas só me ocorria a vingança. Mas que vingança poderia eu contra um Deus Todo_Poderoso, contra um Deus que até com um rato esmagado podia me esmagar? Minha vulnerabilidade de criatura só. Na minha vontade de vingança nem ao menos eu podia encará-Lo, pois eu sabia onde é que Ele mais estava, qual seria a coisa onde Ele mais estava e que eu, olhando com raiva essa coisa, eu O visse? no rato? naquela janela? nas pedras do chão?

Em mim é que Ele não estava mais. Em mim é que eu não O via mais. Então a vingança dos fracos me ocorreu: ah, é assim? pois então não guardarei segredo, eu vou contar. Sei que é ignóbil ter entrado na intimidade de Alguém, e depois contar os segredos, mas vou contar – não conte, só por carinho não conte, guarde para você mesma as vergonhas Dele – mas vou contar, sim, vou espalhar isso que me aconteceu, dessa vez não vai ficar por isso mesmo, vou contar o que Ele fez, vou estragar a Sua reputação... mas quem sabe, foi porque também é rato, e eu tinha pensado que já estava pronta para o rato também. Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil.

É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda. E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria – e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele. É também porque eu me ofendo à toa. É porque talvez eu precise que me digam com brutalidade, pois sou muito teimosa. É porque sou muito possessiva e então me foi perguntado com alguma ironia se eu também queria o rato para mim. É porque só poderei ser mãe das coisas quando puder pegar um rato na mão.

Sei que nunca poderei pegar um rato sem morrer da minha pior morte. Então, pois, que eu use o magnificat que entoa às cegas sobre o que não se sabe nem vê. E eu use o formalismo que me afasta. Porque o formalismo não tem ferido a minha simplicidade, e sim o meu orgulho, pois é pelo orgulho de ter nascido que me sinto tão íntima do mundo, mas este mundo eu ainda extraí de mim de um grito mudo. Porque o rato existe tanto quanto eu, e talvez nem eu nem o rato sejamos para ser vistos por nós mesmos, a distância nos iguala.Talvez eu tenha que aceitar antes de mais nada essa minha natureza que quer a morte de um rato. Talvez eu me ache delicada demais apenas porque não cometi os meus crimes. Só porque contive os meus crimes, eu me acho de amor inocente.

Talvez eu não possa olhar o rato enquanto não olhar sem lividez esta minha alma que é apenas contida. Talvez eu tenha que chamar de “mundo” esse meu modo de ser um pouco de tudo. Como posso amar a grandeza do mundo se não posso amar o tamanho de minha natureza?

Enquanto eu imaginar que “Deus” é bom só porque eu sou ruim, não estarei amando a nada: será apenas o meu modo de me acusar. Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário, e ao meu contrário quero chamar de Deus. Eu, que jamais me habituei a mim, estava querendo que o mundo não me escandalizasse. Porque eu, que de mim só consegui foi me submeter a mim mesma, pois sou tão mais inexorável do que eu, eu estava querendo me compensar de mim mesma com uma terra menos violenta que eu. Porque enquanto eu amar a um Deus só porque não me quero, serei um dado marcado, e o jogo de minha vida maior não se fará. Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe.
Clarice Lispector

quarta-feira, 10 de março de 2010

EPIDEMIA

De acordo com dados divulgados pelo GGB (Grupo Gay da Bahia), entre 2008 e 2009, foram mortos no Brasil 390 homossexuais. Entre o uso de arma de fogo, arma branca, espancamento e asfixia, mata-se por intolerância a uma questão que não diz respeito a ninguém.

Esse número refere-se a dados em que o BO foi registrado expressando esta condição. Não é possível mensurar a quantidade de casos em que a condição homossexual da vítima é omitida ou que o crime não ocorre em decorrência dela.

De acordo com a OMS, em igual período, de 2006 a 2007, uma das epidemias que mais preocupam o Ministério da Saúde, a Dengue matou 326 pessoas, 16% menos.

A maior emissora do país transmite em horário nobre a declaração que "heterossexual não pega AIDS" e não pode se responsabilizar pelas opiniões veiculadas em seu programa. Qual seria o problema em espancar um ou outro gay? Assim com a AIDS do big brucutu, os assassinatos devem fazer parte de algum mecanismo complexo, que me foge a compreensão, de "seleção natural"...

Dengue é um problema de saúde pública sério e real. Não é o único. Continuem esvaziando a água de pneus no fundo do quintal e dos pratinhos das plantas. Ao que tudo indica, é um gesto bem mais simples que ser tolerante, simplesmente.

ELEIÇÃO 2010

Ainda é cedo e pretendo escrever mais sobre isso no decorrer do ano. Posso estar errada mas, é assustador a força que o PSDB parece estar fazendo para perder as eleições deste ano.

ELEIÇÃO 2010 II

Ele já descartou essa possibilidade porque acredita que "enfraqueceria" a Dilma, e acredito que esteja certo. Mas se o Lula se licenciasse de suas funções como Presidente da República para trabalhar na campanha dos candidatos do PT, seu substituto natural, José de Alencar, estaria impedido de assumir por ser candidato ao Senado por MG.

Assumiria então o Presidente da Câmara, Michel Temer, também impedido por ser candidato a reeleição, além da possibilidade de ser vice na chapa do PT a Presidencia.

Ai... Bom ai... Assumiria o Presidente do Senado que não é candidato a nada e está livre, leve, solto e de caneta a postos para a missão. Vinte anos depois: Ele! José Sarney, o imortal. Presidente novamente. Pela porta dos fundos novamente. Fica Lula!!!

sexta-feira, 5 de março de 2010

PEIXES

Pronto, agora acabou meu tour pelo zodíaco. Peixes! Das músicas, é a que mais gosto.

"Existem 2 tipos de peixe: Aqueles que nadam pra cima e os que nadam pra baixo. E se você for pisciano, reze pra nadar pra cima, porque com certeza, sua vida será bem mais fácil e animada.

Peixes é um signo místico, um signo do desapego, da espiritualidade, dizem até que quem é de peixes é a última vez que vem ao mundo, é a última encarnação. Traduzindo: Esse é o signo da "viagem", colega.

Eles tem um mundo interno, cheio de fantasias em todos os
planos, e quando a coisa não está boa (quase sempre), eles nadam pra lá, e não há quem os tire. Se o pisciano souber canalizar sua incrível intuição e sensibilidade, ele consegue captar o que está em volta e com isso, sentir o ambiente, se adaptar, crescer e fazer a diferença.


Porque quando um pisciano resolve ser brilhante, colega, detona até o mais animado leonino. Mas o problema é quando resolve, se resolve...

Como é um signo que se sacrifica numa boa pelos outros,
as vezes o pisciano esquece-se dele mesmo e lá se vai vida própria.


É o signo do povo da noite, do lado b, daquilo que destrói.
Peixes deve evitar ao máximo o alcool, as drogas e a prostituição, ou seja, tudo que traz alívio momentaneo para as dores do dia a dia.


Muitos artistas plásticos são piscianos. Muitas pessoas que trabalham com música são piscianos. Trabalhos mais "pra dentro" são perfeitos pra eles.

Os homens desse signo, tem uma certa fragilidade que a mulherada com sindrome de mão não resiste, leva pra casa e quando vê, tá sustentando um marmanjo de 40 anos, que tenta
debilmente ser um novo escultor... E como chora esse signo, aff... chora e se sacrifica pela família, e adota crianças, e faz trabalho dos outros, e toma na cabeça e não aprende.


Não sabe dizer não.
Não sabe dizer não.
Não sabe dizer não.
E só pra reforçar: Não sabe dizer não. rsrsrs

E, dando um toque, o pisciano que tenha uma caderno em
casa, deveria dizer 1000 vezes ao dia: Devo aprender a dizer não, rs.


A mulherada desse signo, de uma feminilidade extrema, consegue seduzir um doce olhar e tem um aspecto de donzelas... Arianos e leoninos, que adoram uma gueixa-donzela-princesa, são os primeiros a serem fisgados por estas moças de olhar sereno e quadril sem vergonha.

E amam misticismo: Astrologia, mãe de santo, tarô, borra
de café, do capuccino, amam budismo, cartas, enfim, amam uma macumbinha, colega. Ou também são rezadeiros ao extremo. São chegados em velas.

Culpa e castigo.
Carne e alma.
Pão e vinho... Ah, eu não tenho paciência.
Pisciano, cuidem do psicológico e da cabeça... São propensos a depressão." - by Christian Pior

AOS FILHOS DE PEIXES - Oswaldo Montenegro

É peixe quando pula e descortina a clara possibilidade de mudar de opinião.
É peixe quando sem ligar a seta muda o rumo, inverte a coisa, embola o pensamento e então...
É peixe quando o germe da loucura se transforma em claridade e anda na contramão
É peixe quando anda no oceano de 40 correntezas sem nenhuma embarcação
É peixe quando salta o precipício da responsabilidade e tem uma queda pra ilusão
É peixe quando anda contra o vento, desafia o sofrimento e carrega o mundo com a mão
É peixe quando a luz do misticismo se transforma na procura do princípio e da razão
É peixe quando anda no oceano de 40 correntezas sem nenhuma embarcação


sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

AQUARIO

De 21/01 a 18/02 - Agora sim, o 2º melhor e mais perfeito. O mais evoluído signo do zodíaco. Meu ascendente...

"Detesto este signo. Detesto mesmo. E por que? Porque os diabos dos aquarianos, conseguem perceber as coisas antes que todo mundo e assim,não dramatizam, coisa que eu, sagitário adoro fazer.
E como conseguem resolver problemas com um piscar de olhos. Acho até, que as aquarianas não tem tpm.
O chato do aquariano tem dom de ser futurista e como tal,ele antecede fatos, situações. E depois que você se estrepa ele solta: ‘Não te avisei’? Chato. Chato. Chato.
O aquariano sempre é o mais diferente ou o mais tranquilo… Ele se antecede as tendências, então tudo que ele disser que é bom ou vai pegar, acredite…vai pegar. São completamente apaixonados por eletrônicos, jogos, computadores, tudo que é
futurista e único.Um aquarinao perfeito, seria o maluco beleza Raul Seixas, que falou sobre a metamorfose ambulante.
Ah,aquário tem humor,tem uma loucura interna e um esprendimento das convenções que não é tipo, que não é calculado. Eles são naturalmente assim.
Tem uma intelectualidade vibrante, são curiosos, cientistas, adoram analisar as coisas, os fatos, teorizar sobre algo ou mostrar um lado da questão que ainda não foi explorado.
Pessoas de look original, idéias anarquistas, pessoas que
mudam o curso da história são de aquário.
Também ligados nas questões humanitárias… Adoram coisas como ‘buraco de ozônio’,ou o ‘futuro do homem na era virtual’, ou a ‘pílula e sua função neste milênio na vida da mulher.’
ONU e NASA soam como sinfonia dos Deuses no coração aquariano.
No amor, são divertidos, desencanados, joviais, e não esquentam muito a cabeça com nada. Nada de superfluo, lógico. Na verdade são dedicados, mas nem ouse tentar prende-los. Eles te chutam comos e chuta uma bola. As mulheres de
aquário, na maioria das vezes, moram sozinhas, tem filhos sozinhas, tem seu próprio negócio, e não são nada caretas, adoro.
Mas não se esqueçam….são cientistas…
E te analizam e te observam o tempo todo, sem você perceber.
E se você é conservador, familiar e muito moralista, esqueça
este signo. Ele veio ao mundo para agitar… Que inveja…" - by Christian Pior

AOS FILHOS DE AQUÁRIO - Oswaldo Montenegro


Brilho do signo do novo do futuro - aquário silfos da magia - ar virão serpentina da revolução brilho do signo do novo do futuro - aquário.

CAPRICÓRNIO

22/12 à 20/01 - Não conheço tantas pessoas assim de Capricórnio, mas como vem sendo até aqui, segue a descrição do "guru".

"Eu gosto das mulheres de capricórnio. Os homens nem tanto. Acho um signo meio chato, meio moralista, meio… enfim, esta é minha opinião e não uma verdade absoluta, quero deixar isto bem claro.Tive alguns conhecidos de capricórnio e honestamente nenhum se deu bem. Foi muita teoria e pouca prática.
Capricórnio nasce com uma inteligência natural, isto é fato. Capricórnio também tem um espírito incorformado, o que induz as mudanças e isto é muito bom. Capricórnio tem ambição, virtude que adoro e faz a humanidade andar e isto eu adoro. Mas tudo isto, tem que ser canalizado, porque senão o capricórnio ficará só na teoria enquanto os outros ‘menos dotados’ realizam coisas sólidas.
O grande inimigo deste signo é sua arrogância e sua mania de achar que todo mundo é burro, estúpido e só ele é prático, inteligente e realizador.
Exemplo: A professora na sala de aula e o capricorniano: Professora: Bom,hoje vamos ver e aprender sobre os países do
leste europeu e o impacto social que eles…
Capricórnio: Ei, que coisa antiga este assunto, quem não sabe sobre isto? È só ter tv a cabo e ver os documentários a respeito. Quem não sabe sobre isto?
Professora:Muitas pessoas não sabem, e depois, isto faz parte do programa da escola e…
Capricórnio: Esta escola está atrasada, onde estudei, aprendi isto na quinta série e…
Professora: Então talvez por isto, você repetiu, não é mesmo? Porque sabia demais…
A classe toda ri….do capricórnio, lógico…enquanto ele emburra e abre o seu livro sobre mecatrônica robótica.
O capricórnio quando vence a mania de achar que só ele sabe,
que o chefe è burro, que a escola é idiota, que o mundo é errado e que só ele é certo, vai longe…
Porque ele tem persistência, paciência e sabe trabalhar duro. È meio sério, rabugento e adora namorar pessoas mais velhas e é um signo que sempre tem problemas com o pai…
Muitos culpam o planeta regente deste signo, Saturno, que gira muito lento, pelo caminho difícil e esburacado deste signo…
Bom,aqui vão mais alguns dados:
1-Capricórnio nasceu para o poder e se dá bem em cargos de
liderança. Ama o poder assim como leão e escorpião.
2-Capricórnio tem um mundo interno que só ele tem acesso, então nem tente entrar que voce não conseguirá.
3-São pessoas distintas,que adoram a elegância, a gentileza e os bons modos. São no fundo conservadores. Amam o Brasão da família. Os homens deste signo são sérios, sisudos e muitas vezes rabugentos…começam a ter cabelos brancos cedo e adoram mulheres mais velhas. Amam os avós.As mulheres deste signo são críticas, trabalham duro e por horas a fio, são firmes e tem um ar de melancolia. No trabalho são metódicas e precisas
Gostaria de confessar que tenho uma certa distância com este
signo, sei lá porque…Não sei se é porque conheci muita gente
capricorniana que pregavam moral e depois aprontavam, enfim… Peço desculpas se não fui imparcial..." - by Cjristian Pior


AOS FILHOS DE CAPRICÓRNIO – Oswaldo Montenegro


Madrepérola de cor a teimosia tá no ar signo da terra, da percussão a dúvida não tem lugar signo de capricórnio, ser ser como se fosse escalar a montanha negra do dia a dia não saberia sonhar signo da segurança total signo da persistência, e afinal na versão mais infinita do ser capricórnio inda precisa aprender que da estranha forma do caracol foi que se inventou a clave de sol simbolismo do prazer tudo mágica ser

SAGITÁRIO

Após alguns meses de abandono volto a essas terras. Muita coisa a ser atualizada, muito texto pra ser postado, mas antes, tenho o dever quase cívico de pontualizar os signos. Eu sei que depois de LIBRA não há muito mais a ser dito, mas... 21/11 à 20/12.

"E agora, vamos falar do
signo mais palhaço de todos: Sagitário.
Na verdade, o sagitariano é um otimista que acha que tudo vai dar certo e como nem sempre tudo dà certo, ele ri de si mesmo, faz uma piada e bola pra frente ou para todos os lados. È um tagarela nato, fala muito, sobre tudo e é incapaz de guardar segredos, e ele fala mesmo, te entrega na cara dura,
fora as indiscrições, aliadas a uma sinceridade quase desconfortável.
Olha o sagitário como age:
‘Mas Ludmilla, você disse que perdeu 5 kg…mas eu acho que no máximo, você perdeu 1kg . Mas isto não importa, Arthur, seu namorado, sempre preferiu moças mais gordas…’
‘Marcos ,tudo bem? Nossa parabéns por você ter passado no concurso público. Vai ser muito bom para você, porque como você não tem talento para nada em específico, pelo menos neste trabalho de 6 horas, você ganha algum, sem precisar ser bom, né? Que sorte.’
Sim, que gostoso esta tal sinceridade, não?
Mas por incrível que pareça, sagitário tem muitos amigos, conhece Deus e o mundo e sabe onde as coisas estão rolando, ou seja, onde tem uma festinha ou algo descolado, lá está ele.
Odeia se sentir preso, detesta namoros longos e sérios e se pegar no pé dele, ele ‘avoa’. Você para conquistá -lo,não dê muita bola, não fique muito atras,
ele ficará intrigado." - by Christian Pior


AOS FILHOS DE SAGITÁRIO - Oswaldo Montenegro

Era claro e sábio
Era manso, metade animal
E livre como ancião

Que já não teme o final.
E eu amava, amava

Adormecia com gosto de sal, na boca
E amava assim

Com a devoção natural
Dos deuses, dos animais

Ah! quanto tempo atrás
Ah! quantas noites passei
A galopar em você

Doce centauro, amo você
Doce centauro...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

ESCORPIÃO

Texto atrasado mas signo ainda vigente =D.

“Escorpião é o signo do sexo (o que não significa que seja
bom de cama), mais para a sensualidade, é o signo do mistério, das emoções fortes e da vingança,
resumindo: Uma novela mexicana com cenas de sexo!

Escorpião encara a gente e ficamos sem graça, porque tem um olhar profundo, intenso, mas se a pessoa for zarolha, vira motivo de piada. O problema é que o escorpião é muito intenso, então tudo tem um sentido muito profundo: 'Quando tomo água, estou tentando aplacar a secura da minha solidão'. 'Quando estou dormindo e ronco, é porque é a única maneira de você me ouvir, porque você não me ouve, Efigênia'. 'Quando faço cocô é uma maneira de negar sua comida, que é muito boa, mas eliminando-a pelas fezes, mostro e nego, o prazer que ela, sua comida, me causa.' Entenderam?

E escorpião também não esquece nada. No meio de uma transa magnífica, quando você está prestes a ter um orgasmo triplo, ele pára e se levanta e você, sem entender, pergunta: -O que houve?
-Lembra-se que há dois anos atrás, você bateu o telefone na minha cara? Pois bem, agora você me pagou.
E sai para tomar um gole de Fanta.

Mas o escorpião trabalha duro, é persistente e como tem
grande controle emocional, vai longe. E por falar em controle emocional, ele pode estar louco de amor, ardendo por dentro, mas ele olha para você e diz: Você não lavou a louça, sua porca! E como transa, afe.

Escorpião faz sexo em qualquer lugar e quando quer sexo,
vaga pelas noites. E quando se apaixona, coragem! Te vigia, te perturba, te persegue, te cerca. Mas é bom, porque colega, o sexo... Porém: Não minta para ele, ele descobre! Não tente enganá-lo, porque ele percebe. Não apronte, porque ele se
vinga. Fora isto, é um amor de pessoa! Rsrsrsrsrsrsrsrsrs.” – By Christian Pior

AOS FILHOS DE ESCORPIÃO - Oswaldo Montenegro

É o reino da força

Vermelho é a cor do teu coração

Ferro em brasa na casa da morte

É o escorpiãoa força criadora que habita o mundo

O animal da auto-regeneração

O homem que renova, signo fecundo

O fim planta o início

É a transmutação

Cabala do grande sinal

Cabala da força do...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

1977

1977 - Começaram a brincar com eletricidade - R.Russo

"Não vou lamentar a mudança que o tempo traz, não.
O que já ficou para trás
E o tempo a passar sem parar jamais.
Já fui novo, sim. De novo, não.
Ser novo pra mim é algo velho.
Quero crescer. Quero viver o que é novo, sim.
O que eu quero assim é ser velho.
Envelhecer certamente com a mente sã.
Me renovando dia a dia, a cada manhã...
Mas não vou dar fim jamais ao menino em mim.
E nem dar de, não mais me maravilhar
Diante do mar e do céu da vida.
E ser todo ser,
E reviver a cada clamor de amor e sexo
Perto de ser um Deus e certo de ser mortal.
De ser animal e ser homem
Tendo prazer, me mantendo com o corpo são..."
C Rennó e L Kanza

“Depois de todas as tempestades e naufrágios, o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro” Caio F

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A infância é uma gaveta fechada,
numa antiga cômoda de velhas magias...

Vinicius de Moraes

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O SOM DO NÃO

São só três letras. Como SIM, como SÃO, como o SOM falsamente agressivo que o NÃO pode transmitir. É democrático. Permite réplica e mesmo negando sisuda, é a porta mais rápida para os sins que realmente importam. Não há como se respeitar só dizendo SIM ao mundo.

Complicado é não haver curso para aprender a pronunciá-lo. Não há aula na escola, grade curricular universitária, tese de doutorado, não se menciona no catecismo nem no terreiro, em curso pré-nupcial ou pré-natal. E ai dá-lhe pais divididos entre a permissividade e o autoritarismo. Casamentos explodindo em divórcios litigiosos porque o velho hábito de chegar atrasado do ser amado cai na panela de pressão da condescendência. Quadros funcionais inteiros de empresas com ulceras causadas pelos sapos engolidos, pelas horas extras contrariadas.

O NÃO resoluto é sereno e precisa de fé. É necessário acreditar para transmitir-lhe veracidade. Não será respeitado numa discussão ou descontrole emocional porque fere a premissa básica de respeito aos sentimentos. Seus e do alheio. Não pode ser grosso ou agressivo sob o risco de parecer vingança barata. E não esqueça que o corpo fala. Se em algum NÃO o gesto titubiar, lá se vai a credibilidade. Portanto ele não é provocado, independe de fatores externos. Ele é a exteriorização de nossas verdades e, se assim, vem naturalmente.

É a maneira mais eficaz de respeitarmos nossas prioridades. É dizendo NÃO a hora extra que dizemos sim a qualidade de vida, ao papo com o velho amigo no happy hour e ao filme agarradinho no final da noite. Com um NÃO ao brinquedo de presente sem data especial que criamos um adulto que planeja suas ações e que sabe que pequenas alegrias são momentos mágicos que seriam aniquilados pela falta de expectativa. E que amor exige franqueza para sobreviver leve e cúmplice. A mim, parecem trocas justas.

Pode não ser fácil. Na verdade é um exercício constante e sempre estaremos sujeitos a sucumbir. É tentadora a falsa sensação de não contrariedade. Mas esse exercício torna a vida bem mais leve.

A HISTÓRIA DE UMA BALA

Meu lugar no mundo, o refugio - O pôr do sol onde tudo faz sentido.

Uma pequena explosão.
Uma fração de segundo.
O metal não é nobre, é mero chumbo.
Mas viaja longe, atravessa o mundo e vai.

- O bonde do mal na rua e a paz de alguém está por acabar.

Não leva em conta a gestação. A dor da luz.
Ignora caminhos, noites em claro.
Ri de amores e de sacrifícios
Dos deveres de escola, dos aniversários
E declara arrogante: "Chegou a hora!"
Afinal é só a morte, uma notícia comum
No jornal no chão de um supermercado
Sem lógica, razão, sem aviso algum

Há quem pense em matar pra não morrer
Há quem pense em morrer pra não sofrer
Às vezes penso em fugir
Às vezes só penso em fugir daqui
Herbet Vianna

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

DO BAÚ

Era 2001. Outono.

Quero ouvir canções.
Quero ouvir a sua voz.
E que me fale de esperança
E me faça ver no rosto daquela criança
A lágrima que o sorriso da sua omissão faz esconder.
Estou cansado do não é daqui
E de não fazer parte de mim.
Quero de volta a alegria que se perdeu
Talvez com o seu olhar.
Não, não foi bem assim.
Me fez crescer, me ensinou a perder
E a conhecer um mundo bem mais real do que eu gostaria.
Que eu invente um mundo melhor então,
Mesmo que ele seja só meu.
Mesmo que só nele esse amor seja possível
E passível de tornar-se canção.
E quando o medo da solidão chegar
Que eu não esqueça do que senti.
E quando o medo paralisar
Que ao menos meus olhos possam alcançar
A ternura por trás daquela lagrima.
E quando o medo da solução chegar
Que eu não esqueça da alegria
Que senti em cada busca.
E que essa alegria seja a mola propulsora
Das descobertas que estão por vir.
Das janelas, das lacunas, das loucuras
Que me esperam e espreitam.
E que eu amanheça em paz
E que eu possa compor uma nova canção
Real também a ti.

Direto de algum ponto perdido e definitivo

terça-feira, 22 de setembro de 2009

LIBRA

23/09 a 22/10 - Não sou eu quem diz. São os astros.

A MULHER DE LIBRA - A libriana é feita de bondade, delicadeza, justiça, amizade, teimosia e indecisão.

Se você gosta de mulheres que adoram conversar sobre qualquer assunto, e parecem nunca saber a hora de parar de falar, então acaba de encontrar a outra metade da laranja! Mas, ao contrário de imaginar que passar horas ao seu lado conversando sobre os mais variados assuntos pode ser uma chatice, vai acabar ficando encantado. Ela vai dar aquele sorriso insuportavelmente delicioso a cada três frases que disser, e você vai sentir o quão maravilhosa ela pode ser. Esta mulher parece brilhar quando faz aquilo que mais gosta: discutir um assunto!


Mesmo quando estiver nervosa a libriana tentará parecer calma ou, pelo menos, controlada. A mulher de Libra é altamente intelectual e possui um grande poder de análise, que pode ser muito útil para resolver os problemas dos negócios do parceiro. Raramente ela deixará que as emoções a impeçam de tomar uma decisão desapaixonada ou de fazer um julgamento equilibrado. Com certeza, ela é muito melhor que o gerente do seu banco.


Poucas são as librianas que sofrem de depressão ou tem problemas crônicos de saúde. O segredo de sua vitalidade está em seu temperamento racional, pacífico e a repulsa que tem pela impaciência. Pessoas impacientes e desesperadas costumam causar um mal estar na libriana, que podem tira-la do sério. Mas a maioria vai simplesmente preferir manter-se a longas distancias de pessoas assim. Librianas não são amigas de quem não gostam. Elas até podem ser colegas, dizer um "bom dia" no ponto de ônibus, mas jamais farão um esforço para convidar esta pessoa para freqüentar sua casa.


A mulher de libra detesta a confusão, e normalmente precisa da harmonia para manter a estabilidade emocional. Ela costuma ser dominadora, do tipo que gosta que todos estejam ao seu lado e façam o que quer. Porém a libriana nunca vai forçar ninguém a obedecê-la. Sua mão de ferro sempre estará calçada em uma luva de veludo, sua vontade e seu egoísmo sempre estarão acompanhados por sua delicadeza, educação e o mesmo sorriso encantador de sempre. É assim que normalmente ela costuma conseguir o que quer: fazendo com que as pessoas pensem que foram elas que escolheram ser suas prisioneiras por livre e espontânea vontade. Ela tem um jeito tão educado de impor suas vontades, que a gente fica até sem jeito de dizer "NĂO". Mas o companheiro sempre virá em primeiro lugar para essa mulher.


Normalmente elas têm uma sinceridade que pode deixar qualquer um sem jeito diante de suas afirmações ou comentários. Se você é do tipo que gosta que as pessoas que fingem não ver os seus defeitos, evite pedir opiniões a libriana. Ela não esconde o que pensa mesmo que isto provoque alguns maus entendidos. Afinal, se pediu sua opinião deve estar preparado para ouvir a verdade, não é? Mas, ela nunca é grosseira ou deselegante. Normalmente ela é direta sem fazer rodeios. Se uma amiga pergunta se está gorda, ao invés de disfarçar e tentar ser diplomática, a mulher de Libra vai dizer que realmente ela está muito mais gorda do que a ultima vez em que se viram. Antes que a amiga tenha tempo de ter um ataque de baixa estima, ela vai dar-lhe um monte de receitas para perder a barriga, diminuir a papada e levantar o traseiro. A amiga vai estar quase tendo um ataque de nervos, e ela vai completar com a maior naturalidade: " mas tem muita gente que gosta de mulheres gordas, caso você se sinta bem com seu corpo".


Tem gente que acha que a libriana faz isto por maldade, mas não é. Ela faz por pura inocência e pelo amor que tem pela verdade. No fundo ela pensa que esta ajudando a amiga ao invés de fazer com que tenha uma crise de depressão!


Ela detesta ferir os sentimentos de quem quer que seja. Detesta dizer "não" e a idéia de ser injusta pode deixa-la doente. Uma coisa que muitas delas costumam ter é manias. Quando uma libriana resolve ter uma mania, podem se passar anos até que ela resolva abandona-la. E o pior é que ela nunca acha que tem uma mania. Também costumam levar mais tempo para tomar uma decisão se pode adiar uma escolha. E o pior é que ela sempre se apressa em negar suas decisões. A primeira coisa que costuma dizer é: "Eu não tenho nada de indecisa!”.

“Libra é considerado o signo da justiça, da beleza, da arte, da música. Enfim, uma viadagem só.

O que dá mais raiva neste signo é que o seu planeta regente é Vênus, o planeta do amor, que também rege touro. Por
isto é tão fácil encontrar pessoas lindas de touro e libra. E libra persegue a beleza. O libriano pode morar debaixo da ponte, mas no cantinho vai ter um vidro de desodorante cheio de água com uma margarida, só para ele ter algo belo para
olhar ao acordar.

Libra também tem uma mania chata de seduzir Deus e o mundo e depois não sabe o que fazer com a vítima, então é muito comum que tenha muitos relacionamentos ao mesmo tempo, até que uma das vítimas perde a paciência e lhe mete a mão na cara (geralmente uma ariana ou leonina
ensandecidas).

E fica horas, numa mesma questão: 'Mas se formos ao motel,
não acordaremos cedo para comer o pastel da feira...' 'Mas se acordarmos cedo para comer o pastel, não iremos ao motel, e acho que precisamos transar...' 'Mas também se formos a feira, não sei se é legal, porque você está de regime'... 'Mas também no motel tem TV, então poderíamos ver o Supercine'... Mas também... E segue a chatice que dá nos nervos.

E quando libra se decide, afe, dá lhe romantismo melado. No meio do sexo, o libriano quer parar e olhar nos seus olhos e inventa de acariciar seu corpo com uma rosa. No meio de um jogo de baralho ele quer que você pare, porque a Lua tá linda. No final da novela, ele resolve dizer que te ama.

São charmosas, românticas e tem que tomar cuidado com rostinhos lindos, porque são o seu ponto fraco.” – By Christian Pior

AOS FILHOS DE LIBRA – Oswaldo Montenegro


Era de libra como a lua vista assim é de cor de sal

Era de libra como a luz das sete estrelas forma algum sinal

Era de libra quando dá um passo atrás pra caminhar legal

Era a balança universal

Era harmonia como o ritmo da vida e o carnaval

Era de libra como a brisa quando passa e ondula o trigal

Mas tinha medo de saber que o jogo da verdade era fatal

Era a balança universal

Era de libra e amava a paz e a justiça natural

Era de libra pra poder unir a idéia ao seu material

O simbolismo da figura da mulher - paixão arterial

Era a balança universal

Era de libra como a valsa, o antigo Egito e afinal

Era de libra e tem a crença da beleza e do encanto geral

A natureza da firmeza e oscilação a simpatia e tal

Era a balança universal

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

VIRGEM

Atrasada!!! Dessa vez, muito. Mas ainda aprendo a ter disciplina. Na verdade, não sei se aprendo, mas provavelmente o professor será um virginiano =) 23/08 a 22/08.

Trata-se da única mulher capaz de ser incrivelmente prática e divinamente romântica.
"A capacidade de concentração dessas pessoas é impressionante e se você resolver mentir pra eles, espero que seja bom, porque eles vão somando detalhes, expressões do rosto e friamente vão dizer na sua cara: Você mentiu. E vão dizer o porquê. Dá um ódio...

Espiem só a agenda de um virginiano típico:

07H15 - O despertador toca e o virginiano reza, não se esquecendo de agradecer ao aumento que ganhou e aos 3 kilos que conseguiu perder.

07H19 - O virginiano vai para o banheiro... Usa 7 o papel higiênico vezes (mesmo sabendo que tomará banho em seguida), aperta 2 vezes a descarga. Tem pavor a residuos.

07H23 - O virginiano entra no chuveiro e molha bem os cabelos e depois de
bem molhado, passa o xampu, esfregando bem e, enquanto o xampu age, escova os dentes com a escova elétrica. Enxagua os cabelos e a boca e repete as 2 operações... Não passa condicionador porque só usa dia sim, dia não. E hoje é o dia não. Em seguida, esfrega com uma esponja vegetal as partes mais asperas do corpo... Depois com um sabonete antibacteriano lava as axilas, sola dos pés e partes pudentas. Depois lava o restante do corpo com um sabonete liquido hidratante e enxagua tudo comagua fria porque tonifica os músculos... Depois...

Sexualmente eles usam o lado b, então usam muito beijo molhado, salivas, palavrões, tapas, ou seja, o chamado "sexo sujo", porque é ali que eles se
soltam. Não se esqueçam que todo mundo tem um lado b, mas no virginiano é quase c... O que é excitante porque eles tem uma aparência distinta e timida, mas... ui! Claro, mas com muito higiene." - By Christian Pior

AOS FILHOS DE VIRGEM - Oswaldo Montenegro

Virgem como a natureza do desconhecido
Virgem como quem se muda e como quem virá
Virgem como a fruta esperando a tal mordida
Virgem como o garoto que espera atento a hora do jantar
Virgem como a nuvem que ainda não choveu e o guia
E como é virgem toda noite enquanto o dia não pintar
Virgem como a tela branca da pintora linda ainda é virgem
Como a lua antes do sol iluminar
Virgem como o olho de quem não dormiu e o guia
Virgem como a planta no pé de quem não andar
Virgem como o pássaro que desvirginou o dia
Quando desenhou no céu o mapa de onde o sol pode brilhar
Virgem como a música do cantor que era mudo
E quando o passarinho é virgem quando não puder voar
Virgem como a bailarina sem coreografia
E como a pérola azulada que ainda não saiu do mar.

domingo, 9 de agosto de 2009

AMAR NÃO DÓI

Já passei dos 30. Estudei a maior parte da minha vida. Trabalhei mais do que achei que agüentaria. Viajei muito menos do que seria necessário pra manter o mínimo de sanidade. Ganhei e perdi em muitos aspectos. Das perdas irreparáveis, aprendi sobre saudade. De todas as outras aprendi sobre o efêmero. Aprendi o mesmo sobre os ganhos. E fundamentalmente que não perco ou ganho nada. Tudo o que vem, talha o que sou. E não “vai embora”. Apenas continua a rota em que estava quando encontrou comigo. Não é meu. Está em mim. Tenho a sensação que estou permanentemente prestes a estréias. Traço rotas irremediavelmente diferentes e as tiro pra dançar pelo menos por um momento da trajetória. Flerto com todas elas. Indefinível o que me faz ficar. Amo incondicionalmente e sei que não é dele que depende minha felicidade. Sei que amar não traz dor. Nunca traz.


O fim de uma relação não significa o fim do amor. Significa apenas que os motivos que levaram aquelas pessoas a trilharem caminhos paralelos por um período, se dissipou. O amor fica. A convivência é o que vai embora. E é na convivência que entendi que o ato de se relacionar com alguém é um exercício eterno de concessão e exigência. As partes precisam ceder sem sobreposição. No fim, o que dói é o fato de alguém definir que o acordo firmado entre partes está rompido e que todo o empenho ofertado falsamente ao outro foi em vão. Falsamente porque quando concedemos ou exigimos, fazemos para nossa felicidade. Não do outro. Ninguém rompe esse contrato por falta de amor. Exceto nos casos em que ele nunca tenha existido de fato.
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Se esse relacionamento nunca existiu, ainda assim, o amor permanece sublime. O que dói é a expectativa frustrada. É a projeção não realizada. É perceber, seja lá o motivo, que aquelas vidas não podem caminhar paralelas no momento em que pra alguém se faz tão urgente. É passional. E por isso mesmo intenso, beirando o insuportável. Mas o amor, se amor, estará lá intacto.
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Se aprendi alguma coisa até aqui que me guiará pelo que virá é que ninguém dá o que não tem. Não há crueldade nisso. Ninguém pode nos dar felicidade porque em ninguém ela estará. Vira cobrança inutil. Expectativa frustrada. Quanto mais frustrada, mais cobrança.
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A felicidade é artigo individual e perecível. Não se é feliz pelo outro. No máximo alegre. Não se é feliz pra sempre, pelos mesmos motivos, na mesma intensidade. A felicidade é apenas potencializada entre duas pessoas que sejam plenas por si só. Que não desistam de sua busca. Que não duvidem da sua fé. Que saibam que a chama precisa de combustível pra permanecer acesa. E que acima de tudo entendam que a vida é simples demais pra qualquer estratégia, pra qualquer roteiro. Que aprendam do amor, todos os dias, amando. Individualmente juntos.
"...Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mais pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor."
"Amor Antigo" - Drummond

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

ULTIMAS NOTICIAS

Ando sem tempo atualizar. Vou escrevendo por outras praias, mas esse é um assunto para o final da “obra”. Portanto, este que segue é uma coletânea de “melhores momentos” do período de silêncio.

Gripe mata desde que o mundo é mundo. Opa, correção. As doenças que podem surgir em decorrência da gripe matam desde que o mundo é mundo. Em 2008, de acordo com dados da Prefeitura, 6.324 pessoas morreram em decorrência da boa e velha gripe na cidade de São Paulo. Proporcionalmente, bem menos que esse H1N1SuínoTipoA que andam nas manchetes por ai. Mas é por ele que a “Indústria Farmacêutica” exige bilhões para o desenvolvimento de remédio e vacina.

Sim, porque agora demos pra isso. Precisamos de vacina contra a terrível gripe. Coisa desse século, o que era apenas proteção para idosos a doenças que a gripe, em um organismo debilitado, pode trazer, agora é coqueluche. Tá na moda. Chega maio, junho e lá estão eles. Seres de branco com seringa na mão pelos corredores das empresas espetando cidadãos de bem, ou na televisão amedrontando outros tantos a procurarem postos de vacinação. E ÁI de você se comentar com seu colega que não tomou a vacina por escolha. Soa como alienação.

Dois dias depois, 40% do quadro de funcionários estará podre, com dores em partes do corpo que nem sabia que existia. “É que o vírus já estava encubado”. Balela. É porque a vacina foi aplicada no público ao qual não se destina. Qualquer adulto normal agüenta uma gripezinha e até torce para conseguir assistir pelo menos a uma sessão da tarde, enrolado no cobertor em cima do sofá por ano. Simples assim.

Tanto quanto a regra: dá dinheiro, vira notícia, dá Ibope, dá dinheiro... E aí dá-lhe máscara cirúrgica e curso básico de “Aprenda a Espirrar Escondendo O Nariz No Seu Próprio Cotovelo” no povo. Pois máscara cirúrgica, pasmem, se destina a cirurgia. Tem curta duração (cerca de 3 horas) e impede muito pouco. Quanto ao espirro, se não pouco eficiente, é bem esquisito.
...
Sarney... Queria falar sobre ele, mas decidi agora que merece mais que poucas linhas. Merece um texto inteiro. Voltarei a ele e tentarei ser breve. Ainda assim, aposto e ganho que até o texto ser postado, o Lula dirá em público mais 2 vezes que o apoia e mais uma que não, mas muito indiretamente. A crise é do Senado. Nem ele, nem Sarney tem qualquer coisa a ver com isso. Sim, porque o Lula é presidente da Unidos do Curuçu e o Sarney é seu mestre sala. Nada a vez com a república desse pais. De qualquer maneira o Conselho de Ética acaba de arquiva as acusações contra ele.
...
Bernard Madoff está sendo cobrado pela justiça americana em US$ 171 bilhões, foi condenado a 150 anos de prisão pelos 11 crimes dos quais foi acusado e pediu desculpas públicas a todos os seus clientes durante o julgamento mesmo sabendo que não adiantaria. O vigário e seu conto? Continuam por ai, fazendo “vítimas” com seus bilhetes premiados, pirâmides enriquecedoras, comercialização de veículos que nunca existiram...

Enquanto isso, Ronald Biggs é perdoado pela justiça do Reino Unido e posto em liberdade aos 80 anos. Em 1963 passou a ser considerado o ladrão do século após “O Assalto ao Trem Pagador”. Passou 30 anos foragido em terras tupiniquins e, em 2001, entregou-se voluntariamente a justiça de seu país. Eram tempos românticos.
...
O assunto morreu, não se ouve mais nada na imprensa, mas aparentemente o ataque a Paula Oliveira em uma estação de trem na Suíça a 6 meses, foi uma fraude. O ataque foi fraude. A xenofobia existe a plenos pulmões e continua fazendo suas vítimas pelo mundo. Todos os dias.

No mais, nenhuma guerra chegou ao fim.
Nenhuma múmia se mexeu.
Nenhum milagre da ciência aconteceu.

domingo, 2 de agosto de 2009

LEÃO

22/07 a 22/08 - Empatia quase imediata. Ao pai e a irmã escolhida. Gosto muito de você, leãozinho...

“Leão é o líder, o rei, o brilho, mas inseguro, precisa de adornos e mimos, senão, sua auto estima é como a de uma ameba na quaresma.
Quer levantar um leonino? Elogie-o, finja que a opinião dele é a suprema, e
que sem ele, sua vida seria uma vida vulgar e miserável, típica de personagem secundário de novela do SBT...
Ele sempre será (junto com seu irmãozinho taurino) aquele que venderá as garrafas velhas do quintal, para comprar a linda camiseta para o baile da escola (enquanto o irmão taurino guardará o dinheiro).
Sabe aquele magrelo galanteador que te liga toda hora e se acha? É um leão... Aí de raiva, cansaço e curiosidade, você cede só por um pouquinho e
descobre que o beijo dele é bom, que ele é carinhoso e quando você percebe... É toda dele, MEDA!
Mas no geral este signo quando está equilibrado (ou seja, no comando de tudo), é cheio de vida, calor e humor... Leoninos famosos: Madonna, Mick Jagger,... Jack Onassis, Coco Chanel... e aquela sua tia que fala alto e usa roupas exuberantes e com decotes mesmo com 54 anos...” – By Christian
Pior

AOS FILHOS DE LEÃO - Oswaldo Montenegro

Cada diamante ama o sândalo
E o cravo ama o ouro
E alaranjado globo azul rodeia o sol
Cada diamante imita a mágica
Das tropicais florestas
Onde reina o leão, deus dos animais
Cada brilho seu reflete o coração dourado
O fogo, o poder, a vitalidade, o pai
Cada raio seu forma uma rua
Que vai dar na luz da lua
Doces sândalos astrais

terça-feira, 14 de julho de 2009

ODE AO GATO


Bichos polêmicos sem o querer, porque sábios, mas inquietantes, talvez por isso. Nada é mais incômodo que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece.

O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias do amor. Só as saudáveis. Lembrei, então, de dizer, dos gatos, o que a observação de alguns anos me deu. Quem sabe, talvez, ocorra o milagre de iluminar um coração a eles fechado? Quem sabe, entendendo-os melhor, estabelece-se um grau de compreensão, uma possibilidade de luz e vida onde há ódio e temor? Quem sabe São Francisco de Assis não está por trás do Mago Merlin, soprando-me o artigo?

Já viu gato amestrado, de chapeuzinho ridículo, obedecendo às ordens de um pilantra que vive às custas dele? Não! Até o bondoso elefante veste saiote e dança a valsa no circo. O leal cachorro no fundo compreende as agruras do dono e faz a gentileza de ganhar a vida por ele. O leão e o tigre se amesquinham na jaula. Gato não. Ele só aceita uma relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele dependente, é chamado de arrogante, egoísta, safado, espertalhão ou falso.

"Falso", porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser. O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio, é espelho. O gato é zen. O gato é Tao. Ele conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer. Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se. Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige. Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente, é capaz de amar muito. Discretamente, porém sem derramar-se. O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano mas se comporta como um lorde inglês.

Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência.

Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso , quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.

O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós). Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluidos, ele se afasta. Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que ele não está ali. Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.

O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluidos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge portátil à disposição de quem o saiba perceber. Monge, sim, refinado, silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado.

O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante , à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas.

O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação, quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências.

Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato! Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo. O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo.

Lição de saúde sexual e sensualidade.
Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias.
Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal.
Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular.
Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão.
Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra.
Lição de religiosidade sem ícones.
Lição de alimentação e requinte.
Lição de bom gosto e senso de oportunidade.
Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.
O gato é uma chance de interiorização e sabedoria posta pelo mistério à disposição do homem.

Artur da Tavola

segunda-feira, 6 de julho de 2009

14 ANOS


05 de Julho

Onde vá, onde quer que vá
Leva o coração feliz
Toca a flauta da alegria como um doce menestrel

Onde vá, onde quer que eu vá
Vou estar de olho atento
A tua menor tristeza por no teu sorriso o mel

Onde vá, vá para ser estrela
As coisas se transformam
Isso não é bom nem mau
E onde quer que eu esteja
O nosso amor tem brilho
Vou ver o teu sinal

terça-feira, 30 de junho de 2009

AIDS

In memorian Andressa, Lucas e Marcos Guedes

Os fatos relatados neste texto são baseados em informações oficiais, trabalhos acadêmicos e opiniões de profissionais qualificados relacionados ao tema. Não representa, em qualquer de seus pontos, assunção ou defesa de veracidade nem do consenso, nem da dúvida. Movido por questões pessoais e passionais, me reservo a não manifestar qualquer opinião, tanto quanto possível. Sua razão de ser é a reflexão e qualquer análise lúcida precisa vislumbrar o maior número de aspectos possíveis. A conscientização, acima de qualquer outro fator, é o único caminho confiável para o tratamento e cura.

Por que uma doença com quase 30 anos ainda mata cerca 5.700 e contamina 7.000 pessoas por dia no mundo? As pesquisas em torno da cura e do desenvolvimento de uma vacina parecem distantes do seu fim.

No final de 2007, o teste mais avançado de uma vacina já efetuado foi suspenso quando 82 voluntários teriam sido contaminados pelo HIV. De acordo com especialistas, o número é muito pequeno diante das 3.000 pessoas em todo mundo que receberam a dose da vacina. Mesmo assim, a suspensão significou um retrocesso enorme para a ciência.

Um dos maiores especialistas mundiais em AIDS, o prêmio Nobel de 1975, David Baltimore, acredita que a única chance em seres humanos seria tentar mudar os genes das células-tronco. A maior dificuldade no desenvolvimento de pesquisa de remédios e vacinas contra o vírus, são as mutações sofridas por ele no passar dos anos, passando a se proteger do sistema imunológico humano.

Antes de tudo, é preciso entender o histórico da doença. Em 12 de dezembro de 1977, morria a médica dinamarquesa Margareth Rask. Ela esteve na África pesquisando o vírus Ebola e teve sintomas incomuns para a sua idade. Na autópsia foi revelado que os pulmões estavam repletos de microorganismos, causando pneumonia que a asfixiou. O que se estranhou é que ninguém morria em função disso. Historicamente, talvez esse seja o primeiro caso descrito de morte por decorrência da AIDS, segundo Randy Shilts.

Os primeiros casos registrados oficialmente em 1982 foram oriundos de grandes cidades americanas onde os pacientes tinham em comum a homossexualidade. Os cientistas tomaram como base de pesquisa entrevista com homossexuais masculinos para mapear os que tiveram relação entre si e entender a forma de transmissão. Chegaram a Getan Dugas, chamado de “paciente zero” com quem vários entrevistados afirmavam ter se relacionado. Ele era franco-canadense, comissário de bordo, através do qual se suspeita que a doença tenha atravessado o Atlântico. No entanto, não tardaram a surgir casos entre heterossexuais e crianças recém-nascidas. Os cientistas se convenceram que estavam diante de um novo vírus.

Em 1984, o Instituto Pasteur, na França, isolou e caracterizou um retrovírus como o causador da AIDS, fase final da doença causada pelo HIV (denominação utilizada a partir do ano seguinte). Também em 85, foi disponibilizado o primeiro teste capaz de diagnosticar o novo vírus e passou-se a definir comportamento de risco. Foi o 1º grande impasse político-econômico envolvendo o tema até que o teste fosse amplamente utilizado em todo mundo, diminuindo consideravelmente o risco de transmissão transfusional do HIV. No mesmo ano, surge o 1º caso da doença em um recém-nascido infectado pela mãe (transmissão vertical).

Em 1986 surge o AZT, a primeira droga de combate ao vírus. Até então, era utilizada sem sucesso no combate ao câncer. O impacto foi discreto na incidência de mortes pela doença. Em 1994, surgiu um novo grupo de drogas inibidoras de protease que isoladamente ou em combinação com o AZT (por isso o nome de coquetel), melhorava os indicadores de imunidade e recuperava os pacientes das infecções oportunistas. Houve redução imediata no número de mortes e euforia, chegando-se a considerar a cura da AIDS pela 1ª vez. Mas logo surgiram os resultados que apontavam que o coquetel não era suficiente para eliminar totalmente o vírus do organismo. Além disso, o custo elevado da droga (entre US$ 10 mil e US$ 15 mil por ano) e a quantidade excessiva de comprimidos e seus efeitos colaterais despontaram.

Em 1991, chega-se a marca de 10 milhões de infectados em todo o mundo. De lá pra cá, surgiram drogas das mesmas famílias para o tratamento, mas nenhuma capaz de erradicar o vírus. Houve alguma melhoria na diminuição dos efeitos colaterais e no custo dos remédios, mas há pouca esperança de que a AIDS seja curada farmacologicamente. As esperanças se concentram na pesquisa de uma vacina capaz de eliminar a chance de contaminação.

Números divulgados pela ONUAIDS referentes ao ano de 2007 apontaram 33 milhões de casos em todo o mundo. Desse número, 2 milhões são crianças de até 15 anos e metade dos adultos infectados são mulheres. O maior foco está na África subsaariana com 67% dos casos entre adultos e 90% das crianças. No mesmo ano, 2 milhões de pessoas morreram em decorrência da doença, 75% dos casos na África subsaariana.

AIDS NO BRASIL

O primeiro caso da doença no país foi em 1980, só reconhecido em 1982. Apenas 2 anos depois foi estruturado o primeiro programa de controle de AIDS no país, pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Em 1985 foi fundada a primeira ONG da América Latina na luta contra a AIDS, o GAPA (Grupo de Apoio à Prevenção à AIDS). Essas organizações foram fundamentais, na chamada primeira fase de prevenção a doença, de acordo com Marcelo Sodelli, mestre em psicologia e educação pela PUC/SP com tese sobre AIDS nas escolas. Essas associações sempre traziam discussão sobre preconceito e discriminação, além de exercer pressão sobre o Estado.

Nesse início era muito forte a idéia geral de que a doença era dirigida aos “grupos de risco”, ou seja, homossexuais, dependentes químicos, hemofílicos e prostitutas. Isso gerava a sensação de que qualquer indivíduo que não pertencesse a esses grupos estaria livre do risco da contaminação. Houve aumento no número de mulheres casadas (conseqüentemente, crianças contaminadas verticalmente) e da população de baixa renda infectadas.

Em 1986, com a criação do Programa Nacional de DST e AIDS, pela primeira vez, o problema deixava de ser uma demanda da Saúde e envolveu setores como Educação, Trabalho e Justiça para criação de uma política de prevenção a doença. Em 1988 foi criado o Sistema Único de Saúde e também surgiu o 1º caso na população indígena. O Brasil termina o ano com 2.775 casos notificados.

A terceira fase é considerada também a pior até então. A partir de 1990, quando o país já acumulava mais de 13.600 casos notificados, a conscientização sobre a doença deu espaço ao medo. “Se você não se cuidar, a AIDS vai te pegar”. Nessa mesma época era fácil encontrar adesivos nos carros com os dizeres: “AIDS, essa porra mata”.

O alvo dessa campanha era os não-infectados. A tentativa do Ministério da Saúde não só fracassou, como potencializou o preconceito de discriminação sofrida pelos portadores do vírus. Mas também foi nessa época que se deu início a distribuição gratuita de medicação aos soropositivos. A partir de 1992 é dada inicio a fase de reestruturação do Programa Nacional de AIDS do Ministério da Saúde. Os números de casos notificados seguiram crescendo exponencialmente. Em 2001, 220.000 notificações acumuladas. Em 2005 eram 371.827 e em 2007 chegamos a marca de 474.273 casos notificados.

ÁFRICA DO SUL – THABO MBEKI

Em 2000 o então presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, recusou empréstimo oferecido pelos EUA para compra de coquetéis para combate a AIDS no valor de US$ 1 bilhão. Sofreu acusações de que seu país estava atrasando o controle dos EUA sobre a doença gerando “uma ameaça a soberania das nações e a população mundial”.

Sem nenhuma convicção na existência do vírus, ele afirmou que os casos confirmados em seu país eram muito pequenos e o que realmente afligia eram as mazelas de sempre: desnutrição, esgoto a céu aberto, malária, parasitose. Além disso, seu país já possuía uma força tarefa contra a doença.

Na 13ª Conferência Internacional sobre AIDS, em Durban, África do Sul, acusou que o índice de mortandade naquele país bateu a casa de 17 milhões de pessoas, sendo 3,7 milhões de crianças e 8,8% dos adultos estavam contaminados pelo vírus.

No entanto, na mesma conferência, a própria diretora do poderoso CDC (Center of Disease Control, agência central de doenças do governo americano), dra. Helene Gayle, admitiu a Mbeki que até então não existia uma prova da existência do HIV nem da validade dos testes, oferecendo os recursos do CDC para levar adiante uma pesquisa que obtivesse tais provas.

Em 2002, só nos EUA, 200.000 soropositivos tomavam o coquetel, sendo que 75% dessas pessoas não têm qualquer sintoma. Em setembro uma investigação apurou que o governo americano paga preços superfaturados pelas drogas contra Aids e câncer. "Os laboratórios divulgam um preço, mas cobram dos médicos um valor muito inferior para encorajar o uso, e o governo os reembolsa pelo preço publicado", diz o relatório. A diferença chega a U$447 milhões por ano. O Brasil gastava nesse período cerca de R$800 milhões por ano com o coquetel.

HIPÓTESE DE DUESBERG

Thabo Mbeki se baseou na teoria do bioquímico alemão, naturalizado americano e especialista em retrovírus (como o HIV) Peter Duesberg.

A pesquisa de Duesberg foi bancada pelo National Cancer Institute em 91, aceita e publicada em 92. Ele defende que o HIV não transmite AIDS. Trata-se de uma doença tóxica, oriunda de uso de drogas, AZT e desnutrição. Essa teoria é seguida por profissionais de diversas áreas, entre eles os Prêmios Nobel de Química em 1983 e 1993, Walter Gilbert e Kari Mullis.

A hipótese defende que a AIDS é uma epidemia química, não contagiosa, provocada pelo uso persistente de drogas e pela má nutrição (a falta de nutrientes causa problemas químicos, tanto quanto as drogas).

De acordo com Duesberg, o fato de um vírus estar presente em um paciente não é suficiente para provar que ele seja a causa da doença. Especialmente se a doença não é contagiosa e a AIDS não é compatível com os critérios usados para definir uma doença como infecciosa.

Para começar, todas as infecções levam ao contágio e são comumente transmitidas para quem trata os pacientes. O fato de não ter havido a contaminação de um médico ou uma enfermeira sequer demonstra que a AIDS não é contagiosa. Outro aspecto é que as doenças infecciosas se alastram mais ou menos por igual por toda a população. É o que se vê, por exemplo, na poliomielite, na varíola, na hepatite etc. A AIDS é uma enfermidade predominantemente masculina (até 85%). Quase 70% dos pacientes masculinos são homossexuais usuários de drogas, o que torna a distribuição da doença ainda mais desigual, mais restrita a um segmento específico da sociedade.

Em teoria, a questão não está no homossexualismo masculino e sim no fato de que uma quantidade considerável de homossexuais masculinos nos EUA faziam uso de poppers (inalantes de nitrato), anfetaminas, cloro-etil, cocaína e heroína como estimulantes sexuais. Sabe-se que várias dessas drogas, inibem o funcionamento do sistema imunológico do organismo.

O HIV como causador de uma enfermidade não se encaixa nos padrões de um vírus. Enquanto todos os vírus conhecidos causam doença em alguns dias ou semanas após a infecção, o HIV demoraria até dez anos para provocar efeito. É um paradoxo sem explicação. Na verdade, essa demora no aparecimento do mal seria característica das doenças associadas às drogas. O câncer de pulmão surge de dez a 20 anos depois que se começa a fumar, e a cirrose, 20 anos depois de começar a beber.

“Se ela fosse de origem viral, deveria ter seguido um de dois caminhos possíveis: ou teria sido controlada assim que os pacientes desenvolvessem imunidade a ela, ou teria explodido, como previram erroneamente os cientistas americanos. Mas o que aconteceu foi algo completamente diferente: ela está associada a um estilo de vida, da mesma forma que o câncer de pulmão predomina entre os fumantes e, como ele, continua confinada a uma pequena parcela da população.”

Os tratamentos disponíveis hoje, não ajudariam a ninguém porque são direcionados ao vírus que não causa a doença. Como as drogas utilizadas prejudicam o sistema de defesa do organismo, elas são AIDS por prescrição médica. Receitar AZT é como receitar a doença.

Quando questionado sobre casos como de Magic Johnson, em excelente forma embora tenha AIDS e tome AZT, o cientista afirma que isso é um engano. Johnson teria tomado AZT apenas por alguns meses, a mais de 15 anos atrás. O HIV é inofensivo, mas as drogas anti-HIV são mortais: Johnson é a prova viva disso.

No ponto mais radical, alega que introduziria o vírus no próprio corpo desde que o objetivo fosse fazer pesquisa através de uma investigação financiada por dotações adequadas e com liberdade para publicar os resultados em revistas especializadas. “Eu sou um cientista, não um apostador.”

Segundo Dr Roberto Giraldo, presidente do Grupo para a Reavaliação Científica da AIDS, há implicações políticas sérias em se admitir que tudo o que se propagou sobre a aids até agora, foi um engano. “Uma vez descoberta a verdade, quem vai acreditar de agora em diante nos governos do mundo? Quem vai acreditar nas companhias farmacêuticas, que estão produzindo drogas para matar um vírus que nunca foi visto?” Sabe-se que 80% das pesquisas sobre a doença são financiadas pelos próprios laboratórios da indústria farmacêutica que produzem a medicação anti-AIDS.

“Em 1998, quando fui à Conferência Mundial da AIDS, em Genebra, percebi que, junto aos estandes das indústrias farmacêuticas e das ONGs, havia um estande muito grande do Banco Mundial. Perguntei-me o que aquela instituição estava fazendo lá. Muito simples: o Banco Mundial lançou vários livros sobre a AIDS e está oferecendo empréstimos aos países pobres para que comprem medicamentos das companhias farmacêuticas americanas para tratar de um vírus inexistente, medicamentos que, em vez de curar, aceleram a morte do doente.”

De acordo com uma edição da revista científica Science, pesquisadores da corrente dominante da AIDS contestam os argumentos de Duesberg, que seriam construídos por leitura selecionada da literatura científica e rejeitando evidências que contradizem sua tese, requerendo provas cientificas definitivas impossíveis, e rejeitando estudos inequívocos marcados por fraquezas incoerentes. Warren Winkelstein Jr, pesquisador sobre a AIDS, disse que a publicação desta teoria é “irresponsável, com consequencia terrivelmente séria”. Helene Gayle do CDC, a mesma que afirmou ao presidente Mbeki que não existia prova da existência do HIV, caracterizou a mensagem de Duesberg como “muito prejudicial” para os projetos de prevenção a doença.

A DOENÇA E SEUS NÚMEROS

Seguem estimativas (base 2.007) sobre a epidemia da Aids no planeta, segundo o relatório publicado pela ONUAIDS:

1) Número de pessoas infectadas pelo HIV-Aids em 2007:

No mundo: 33 milhões, entre eles cerca de dois milhões de crianças de menos de 15 anos. Metade dos adultos contaminados são mulheres. A África subsaariana é, de longe, o maior foco de infecção do planeta com 67% dos casos. Além disso, 90% das crianças contaminadas pelo HIV em todo o mundo se encontram nesta região.

Por regiões:
África subsaariana : 22 milhões
Africa do Norte e Oriente Médio : 380.000 (sendo 320.000 no Sudão)
Ásia do Sul e do Sudeste : 4,2 milhões
Ásia do leste : 740.000
América Latina : 1,7 milhão
Caribe : 230.000
América do Norte : 1,2 milhão
Europa Ocidental e Central : 730.000
Europa Oriental e Ásia Central : 1,5 milhão
Oceania : 74.000

2) Novas infecções pelo HIV em 2007:

No mundo: 2,7 milhões (sendo 1,9 somente na África subsaariana), ou seja, cerca de 7.500 pessoas por dia. 370.000 crianças de menos de 15 anos foram infectadas em 2007.

Por regiões:
África subsaariana : 1,9 millhão
África do Norte e Oriente Médio : 40.000
Ásia do Sul e do Sudeste : 330.000
Ásia do Leste : 52.000
América Latina : 140.000
Caribe : 20.000
América do Norte : 54.000
Europa Ocidental e Central : 27.000
Europa Oriental e Ásia Central : 110.000
Oceania : 13.000

3) Mortes provocadas pela Aids em 2007:

No mundo: 2 milhões (1,8 a 2,3 milhões), em baixa pela primeira vez após décadas de aumento.

Por regiões: África subsaariana : 1,5 milhão
África do Norte e Oriente Médio : números não comunicados
Ásia do Sul e do Sudeste : 340.000
América Latina : 63.000
Ásia do leste : 40.000
Caribe : 14.000
América do Norte : 23.000
Europa Ocidental e Central : 8.000
Europa Oriental e Ásia Central : 58.000
Oceania : 1.000

4) Tratamentos:
Três milhões de pessoas recebem um tratamento de anti-retrovirais nos países pobres e emergentes, ou seja 31% das pessoas necessitadas e 45% a mais que em 2006.

5) Financiamentos:
10 bilhões de dólares foram disponibilizados para os programas de luta contra o HIV em 2007, ou seja, 8,1 bilhões a menos que a quantia necessária, segundo a ONUAIDS. Para manter o ritmo atual de ampliação dos serviços, será preciso aumentar os financiamentos em mais de 50% daqui a 2010.